Round Remoto Página Inicial Fale Conosco
IOHB - Instituto de Oxigenoterapia Hiperbárica do Brasil
IOHB em notícia
Equipamento faz oxigenação dos tecidos e ajuda na recuperação de gangrenas, infecções e queimaduras
Medicina Hiperbárica no I Encontro de Flebologia
Na Imprensa
Veja o que saiu
sobre a IOHB
Banco de Notícias
Encontre aqui
notícias anteriores.
 
IOHB em notícia
  Equipamento faz oxigenação dos tecidos e ajuda na recuperação de gangrenas, infecções e queimaduras
Brasília (28/07/2008) | Fonte: Ministério da Defesa

-“Senhores pacientes, sejam bem vindos à superfície!”, exclama o Comandante Rodrigues enquanto abre a escotilha da câmara hiperbárica do Hospital das Forças Armadas após mais uma sessão de oxigênio. O Comandante é o responsável pela clínica hiperbárica que começou a funcionar no hospital em junho deste ano. Poucos hospitais no Brasil dispõem desse equipamento. Em Brasília, há somente dois, o HFA e o Hospital Planalto, da rede Unimed.

A câmara hiperbárica é uma espécie de container cilíndrico onde os pacientes entram e durante uma hora e meia recebem sessões de oxigênio. As sessões podem ser feitas diariamente e as pessoas respiram oxigênio 100% puro a pressões superiores a pressão do nível do mar. Para efeito de comparação, o ar que o ser humano respira contém 20% de oxigênio. Os pacientes recebem 50 minutos de oxigênio a 100%, com intervalos de 25 a 25 minutos. Ao ser iniciada a sessão, a pressão aumenta lentamente, um metro por minuto, para que os pacientes não sintam a diferença, assim como é decrescida ao final da sessão.

A câmara hiperbárica tem a capacidade de tratar diversas doenças graves, como gangrenas, infecções, queimaduras, lesões por radiação, enxertos comprometidos e osteomielites (inflamação óssea na medula), entre outras. O tratamento surte efeito porque há a oxigenação dos tecidos. O oxigênio atua quimicamente aumentando o número de hemácias e fisicamente proporcionando a criação de novos vasos sanguíneos.

A ação da câmara também potencializa a atuação de medicamentos, principalmente antibióticos, e é antimicrobiana porque a oxigenoterapia é bactericida e favorece a atuação de leucócitos, produtores de anticorpos, que são as células que combatem microorganismos causadores de doenças. Com o tratamento, há uma redução, ou mesmo eliminação, de cicatrizes deformantes conseqüente de queimaduras, da necessidade de amputações e da rejeição do corpo no caso de enxertos de pele.

Como funciona

A câmara hiperbárica é composta por dois compartimentos. O primeiro é onde eles fazem o tratamento de oxigenação, que tem sete poltronas individuais e duas macas. O tratamento é sempre acompanhado por um médico responsável. O segundo é a antecâmara, por onde mais médicos podem entrar em caso de emergência, e, ao ser utilizada, sua pressão se estabiliza com a da câmara onde estão os pacientes. A câmara conta ainda com um compartimento chamado “medical look” que é utilizado para introduzir ou retirar algum material de pequeno porte, como remédios, durante a sessão, sem interrompê-la.

Durante o tempo da sessão, os pacientes também são observados por uma câmera, o que auxilia os médicos caso algum procedimento tenha que ser feito. Para tornar as sessões mais confortáveis, os pacientes escutam música, de preferência sambas e choros, que é controlada por meio do painel pelo Comandante Rodrigues. A equipe médica, além do Comandante, é composta por três especialistas em medicina hiperbárica e outros quatro funcionários que estão se especializando.

Pacientes com diversas enfermidades podem dividir a câmara. Somente em casos de doenças mais graves, como a osteomelite crônica, a câmara precisa funcionar em uma pressão maior do que a exigida para outras doenças. O tempo médio de tratamento com a câmara hiperbárica varia de acordo com a doença. Num caso gravíssimo de oesteomelite, por exemplo, o tratamento pede, pelo menos, 55 sessões, enquanto úlceras cicatrizam com 10 a 15 sessões.

A câmara pode ser utilizada pelas pessoas que têm acesso aos serviços do HFA – militares das Forças Armadas, do Corpo de Bombeiros, por convênio, e também os pacientes do Sistema Único de Saúde, que estão internos ou que fazem tratamentos no HFA.

Um dos atuais usuários da câmara é Adolpho Kilião Kesselring, de 89 anos. Ele tem um grave ferimento nos pés cuja cicatrização é dificultada pela diabetes. Segundo Kesselring, não se sente nada demais dentro da câmara, mas os resultados são visíveis: em sete sessões seus pés estão se recuperando de forma impressionante. Primeiro Tenente da Aeronáutica, hoje na reserva, Kesselring espera a recuperação e o aniversário de 90 anos para realizar um antigo sonho: pular de pára-quedas.

Efeitos colaterais

Enquanto os benefícios são inúmeros, os efeitos colaterais do tratamento com oxigenação são ínfimos. Um desconforto pode ser causado nos ouvidos de pacientes resfriados em função da diferença de pressão interna e externa no tímpano. O Comandante Rodrigues evita que seus pacientes façam uso da câmara nessas condições, aconselhando-os a tratar o resfriado primeiro.

Na avaliação do Comandante, a rápida recuperação dos pacientes ocorre não somente pelo tratamento na câmara hiperbárica, mas pela equipe de profissionais de saúde do HFA envolvida. Cirurgiões plásticos, anestesiologistas, fisioterapeutas, psicólogos, ortopedistas, dentistas, nutricionistas e enfermeiros estão constantemente trabalhando com os médicos da clínica hiperbárica.

O HFA investiu cerca de R$ 1 milhão para comprar e instalar a câmara hiperbárica que foi toda fabricada no Brasil. O custo de manutenção do equipamento é baixo, segundo o Comandante Rodrigues. A primeira câmara hiperbárica no Brasil foi posta em funcionamento em 1986, no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. Hoje, 76 hospitais possuem câmaras hiperbáricas no país.

Reportagem: Jessica Rippel
Edição: Cristiana Nepomuceno
Fotos: Elio Sales
Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa
(61) 3312-4070/4071


Veja as fotos:
Ampliar
Ampliar
Ampliar



Round Remoto Página Inicial Fale Conosco IOHB - Rua Visconde do Rio Branco, 545
Porto Alegre (RS) - Fone: (51) 3346 7344
Site desenvolvido por MEDIALINE