Perguntas Frequentes

O QUE É OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA?

A Oxigenoterapia Hiperbárica é uma modalidade médica terapêutica na qual o paciente respira oxigênio puro (100%), enquanto é submetido a uma pressão 2- 3 vezes maior do que a pressão atmosférica ao nível do mar, no interior de uma câmara hiperbárica.

O QUE É CÂMARA HIPERBÁRICA?

A câmara hiperbárica é um equipamento médico fechado, resistente à pressão, dentro do qual o paciente realiza a sessão de Oxigenoterapia Hiperbárica. Existem dois tipos de câmaras hiperbáricas: as câmaras multipacientes (de grande porte, acomodando até 9 pacientes simultaneamente) e as câmaras monopacientes (de tamanho menor, comportando somente um paciente de cada vez).

COMO FUNCIONA A OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA?

A Oxigenoterapia Hiperbárica é o único método terapêutico, conhecido e comprovado, capaz de aumentar de forma significativa o volume de oxigênio dissolvido no plasma sanguíneo. Nestas condições, o oxigênio produzirá uma série de efeitos benéficos que tem como objetivo o reestabelecimento das atividades celulares fisiológicas.

QUANTO TEMPO DURA UMA SESSÃO DE OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA?

Na maioria dos protocolos estabelecidos, a duração de uma sessão varia de 90 a 120 minutos.

COMO O OXIGÊNIO É ADMINISTRADO AO PACIENTE?

Nas câmaras multipacientes o paciente respira o oxigênio a 100% através de máscaras e nas câmaras monopacientes o paciente respira o oxigênio diretamente da atmosfera da câmara que já é pressurizada com oxigênio a 100%.

QUANTAS SESSÕES DE OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA SÃO NECESSÁRIAS?

O número total de sessões é muito variável, pois depende de diversos fatores sistêmicos e locais, como as comorbidades e a idade do paciente, a natureza, o tamanho e o tempo de evolução da lesão, entre outros.

ESTE TRATAMENTO É COBERTO PELOS PLANOS DE SAÚDE?

Sim, baseado em estudos que demonstram que a associação deste procedimento ao tratamento convencional diminui os custos globais do tratamento, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) editou a Resolução nº 211/2010, atualizada pela RN nº 262/2011, garantindo a cobertura do tratamento com Oxigenoterapia Hiperbárica pelos planos de saúde.

A OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA SUBSTITUI O TRATAMENTO CONVENCIONAL AO QUAL VENHO ME SUBMETENDO?

Não. Com exceção de algumas doenças (doença descompressiva, embolia traumática pelo ar embolia gasosa), a Oxigenoterapia Hiperbárica é um tratamento adjuvante aos demais tratamentos, não substituindo o uso de antibióticos, as cirurgias de revascularização, os desbridamentos necessários, o uso de meias elásticas, o uso de curativos,...

TENHO QUE RETIRAR O CURATIVO DURANTE A SESSÃO DE OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA?

Não, neste tratamento o oxigênio é administrado por via inalatória, alcançando a lesão através da corrente sanguínea do paciente.

DEVO ESTAR EM JEJUM PARA REALIZAR AS SESSÕES DE OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA?

Não, pelo contrário, é importante, principalmente para os pacientes diabéticos, que as refeições sejam feitas regularmente, a fim de se manter estáveis as taxas de açúcar no sangue.

O FATO DE SER HIPERTENSO CONTRAINDICA A OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA?

Não. Os pacientes portadores de pressão alta podem realizar o tratamento normalmente, devendo manter o esquema medicamentoso prescrito pelo seu médico assistente.

SE O TRATAMENTO COM OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA ESTIMULA AS CÉLULAS QUE FAZEM PARTE DO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO, ELE TAMBÉM PODE ESTIMULAR AS CÉLULAS CANCERÍGENAS DE UM TUMOR?

Não. Este assunto já foi debatido exaustivamente e baseado em extensas pesquisas científicas concluiu-se que o oxigênio hiperbárico não estimula o crescimento de tumores, sejam eles benignos ou malignos.

AO TÉRMINO DE UMA SESSÃO DE OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA OS PACIENTES PODEM SEGUIR SUA ROTINA DIÁRIA, DIRIGINDO SEUS PRÓPRIOS CARROS, OU NECESSITAM DE UM ACOMPANHANTE QUE OS AUXILIE?

De uma forma geral, submeter-se à terapia hiperbárica não impede o paciente de manter sua rotina diária e até mesmo dirigir. No entanto, o mesmo deverá sempre ser orientado a informar a equipe médica sobre qualquer alteração que esteja sentindo, a qual poderá afastá-lo temporariamente de certas atividades.

OS PACIENTES QUE TIVERAM ALTA, MELHORADOS OU CURADOS PELA OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA, PODEM VOLTAR A APRESENTAR O MESMO PROBLEMA?

Sim, pois o tratamento não cura a doença de base do paciente, e sim suas complicações. Por este motivo, sempre devem ser mantidos os cuidados necessários para o controle adequado da doença de base, a fim de que não reapareçam novas complicações.

HÁ QUANTO TEMPO UTILIZA-SE A MEDICINA HIPERBÁRICA?

O uso da Medicina Hiperbárica situa-se na história há mais de meio século como uma terapia eficiente e diferenciada, com sucesso e embasamento científico comprovado para muitas doenças. No Brasil este tratamento é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina há mais de 20 anos.

QUAIS SÃO OS PAÍSES QUE JÁ EMPREGAM ESTA MODALIDADE TERAPÊUTICA?

A Oxigenoterapia Hiperbárica é utilizada há muitos anos em diversos países: Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Itália, França, Rússia, Japão, China, Coréia do Sul, Austrália, Cuba, México, Argentina, entre outros.

A OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA É UM MÉTODO TERAPÊUTICO RECONHECIDO NO BRASIL PELOS ÓRGÃOS COMPETENTES?

Sim. A oxigenoterapia hiperbárica encontra-se regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina desde 1995 através da Resolução nº 1.457.

QUAIS SÃO AS CONTRAINDICAÇÕES AO TRATAMENTO?

Existem apenas quatro contraindicações absolutas ao tratamento: pneumotórax não tratado e durante a administração dos quimioterápicos Doxorrubicina e Bleomicina e do uso da medicação Sulfamylon. Existem ainda algumas contraindicações relativas ao tratamento, as quais são avaliadas cuidadosamente pelos médicos hiperbaristas antes do início do tratamento. 

QUAL A RELAÇÃO CUSTO-BENEFÍCIO DO TRATAMENTO?

A relação custo-benefício da Oxigenoterapia Hiperbárica a longo prazo é excelente, tendo em vista que ela reduz o tempo de antibióticos, propicia uma abordagem mais conservadora das intervenções cirúrgicas, diminui o tempo de hospitalização e permite o retorno mais breve as atividades sociais, laborais e familiares do paciente.